Deus é Fiel

"Façamos da oração ensinada por Jesus,
não somente a do Pai nosso,
mas também a do Pão nosso,
a fim de que todos nossos
semelhantes possam ser
saciados".

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Filhos de Deus e Irmãos de Jesus - Pastorais

Texto Referente: Hebreus 2.12,13
Introdução
Após apresentar Cristo como aquele que nos santifica e por causa disso não se envergonha de nos chamar irmãos, o escritor de Hebreus apresenta o Filho como aquele que possui a missão reveladora de declarar e manifestar o nome e a natureza do Pai (Hb 1.1-3). Esta missão foi plenamente cumprida na oração sacerdotal de Jesus (Jo 17.6,26).
1) Anunciarei o teu nome a meus irmãos (Hb 2.12a; Sl 22.22a)
Mais uma vez o escritor utiliza de uma referência do Antigo Testamento como tendo se cumprido em Cristo, desta vez utiliza do Salmo 22, que se supõe que foi escrito por Davi em um momento em que foi perseguido por Saul, demonstrando com isso que o reino de Davi embora dado por Deus foi conquistado com muito esforço e muita luta, e que fica claro a manifestação da alegria e do gozo após a vitória, anunciando assim aos seus irmãos o nome daquele que lhe deu a vitória.
Quando feita uma comparação entre o rei simbólico (Davi) e o verdadeiro (Jesus) agiram de forma semelhante, tanto no esforço para a conquista de seus objetivos quanto na forma de se alegrar, que foi em meio ao povo, fazendo com que o mesmo fosse honrado.
2) Cantar-te-ei louvores no meio da congregação (Hb 2.12b; Sl 22.22b)
O escritor apresenta agora Cristo não somente como o Filho que revela o Pai; mas também como Chantre, o ministro que conduz o culto da Igreja. Com isso demonstra também a unidade de Cristo com Seus irmãos, mesmo porque Cristo é o Tabernáculo onde os crentes são congregados para louvor a Deus.
Portanto, na congregação, em que o rei simbólico e seus irmãos são honrados em su comunidade, eleva-se aqui o verdadeiro Rei e Seus irmãos, na comunidade divina, que é a Igreja do Novo Testamento.
3) E outra vez: Porei nele a minha confiança (Hb 2.13a; Is 8.17; II Sm 22.3)
Nessa parte podemos encontrar mais uma verdade maravilhosa, em que Cristo não é somente Irmão e Companheiro de Culto, mas também Irmão na Fé, pois se apresenta na mesma condição daqueles que foram alvos de Sua vinda, se igualando quando afirma: “Porei nele (em Deus) a minha confiança”.
Nosso Senhor durante Sua encarnação, como Filho do Homem, viveu pela fé, por isso Ele é chamado de Autor e Consumador de nossa fé (Hb 12.2).
Os patriarcas do Antigo Testamento representavam diferentes aspectos da fé, porém Cristo a exibiu de forma perfeita e completa, e por isso Ele pode nos aperfeiçoar na fé.
4) Eis-me aqui a mim e aos filhos que Deus me deu (Hb 2.13b; Is 8.18a)
Essa parte é muito interessante, pois o escritor dá a idéia de Cristo voltando ao Pai com muitos filhos que são conduzidos à glória, que é exatamente o que acontece e isso agrada ao Pai (Is 53.11).
Outra vez a referência é Isaías em relação aos seus filhos que serviriam de sinal para os povos, assim como os filhos que Jesus conquistou para o Pai o são. Que fica claro seu cumprimento na oração sacerdotal (Jo 17.5,6).
A alta recompensa daquele que estiver entre os irmãos de Jesus será o que Ele próprio falou também na oração sacerdotal (Jo 17.24), pois estar com Cristo para todo o sempre e contemplar a glória infinita que Ele tinha com o Pai antes da fundação do mundo, esta é a mais alta posição que Cristo nos propõe.
Conclusão
Cristo veio só, andou por esse mundo cercado por multidões, mas no momento de Sua morte teve de passar só, mas ao apresentar-se ao Pai se apresentou com uma multidão de irmãos conquistados por Ele na cruz.
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Os Sábios Crescem e Avançam com as Oposições

“Quando, pois, o Senhor Jesus soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos) deixou a Judéia, e foi para a Galiléia. E era-lhe necessário passar por Samaria”. (Jô 4.1-4)
“E bem sei que, quando for visitar-vos, chegarei na plenitude da bênção de Cristo”. (Rm 15.29)

Jesus é o fundamento de nossa fé cristã, Paulo por sua vez é chamado de o apóstolo dos gentios, logo, entendemos que os dois textos citados acima são partes da história de dois homens que exercem de forma direta influência naquilo que cremos e vivemos.
Diante dessa verdade, devemos olhar para o exemplo deles se é que queremos viver a plenitude da bênção do Evangelho de Cristo Jesus.
Cada tempo é marcado por buscas e anseios por parte das pessoas, nosso tempo, por exemplo, é marcado por uma geração que possui seus desejos e anseios, e os mesmos são frutos na maioria dos casos do sistema em que vivemos, ou seja, aquilo que marca e rege nosso tempo. No entanto, a igreja do Senhor, que deve ser diferente em todos os aspectos, inclusive no agir, pensar e desejar, ela deve então aprender com o seu Senhor e nesse aspecto, também com o apóstolo Paulo.
Dentre muitas coisas que a igreja deve buscar de forma perseverante e fervorosa, destaco a sabedoria, pois por ela se pode ver e viver de forma que se experimente a plenitude de Deus, de forma que e as circunstâncias externas jamais poderão comprometer essa vida plena de Deus.
No texto bíblico de João 4, vemos um momento importante do ministério terreno de Jesus, e não somente isso, pois encontramos um exemplo de como devemos enfrentar e reagir às oposições que surgem enquanto cumprimos o propósito de Deus como igreja.
Os fariseus constantemente se opunham ao ministério de Jesus, o que não foi diferente nesse caso, pois o escritor aponta que os mesmos, apoiados numa mentira (de que Jesus formava e batizava mais discípulos que João) se opuseram a Jesus, diante disso observamos que Jesus por causa disso deixa a região da Judéia e se dirigiu à Galiléia, e lhe era necessário passar por Samaria, que ao passar por uma cidade dessa região chamada Sicar, onde e quando ocorreu a conversão de quase toda a cidade, por intermédio do testemunho vivo de uma mulher que foi transformada pelo poder do Senhor Jesus.
Diante da oposição dos fariseus, Jesus escolheu avançar, continuando assim a cumprir a missão de alcançar os necessitados, resultando assim na transformação de quase uma cidade inteira. Diante de situações semelhantes de oposições muitos reagem ao contrário de Jesus, retrocedendo, abandonando o ministério e até mesmo a própria fé, porém, fica o exemplo de nosso Mestre, de como reagirmos diante de oposições e adversidades.
Paulo afirma que Cristo é a Cabeça da igreja e que esta por sua vez é Seu corpo (Cl 1.18), ainda sobre o assunto o apóstolo dos gentios recomenda que a igreja, tenha a mente de Cristo, ou seja, que a mesma deve pensar, agir, reagir e se comportar como Cristo, inclusive na forma como lida e reage diante das oposições daqueles que se posicionam como seus adversários.
Sem dúvida alguma, Cristo é o maior exemplo a ser seguido e que os cristãos devem fazê-lo, e quanto a isso, Paulo enfatizou bem quando recomendou que os crentes, devem imitá-lo, assim como ele imitava a Cristo e diante dos fatos torna-se claro que Paulo imitava a Cristo, incluindo a forma como enfrentava as oposições e adversidades.
Leia os textos: “Pelo que também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco. Mas, agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco...” (Rm 15.22,23)
No texto citado acima, Paulo está expressando pelo menos duas verdades: ele muito desejava estar entre aqueles irmãos e que enfrentava muitas dificuldades para faze-lo. Com isso, surge a seguinte questão: Qual ou quais dificuldades poderiam impedir Paulo de chegar até os irmãos de Roma?
Levando em consideração o contexto em que vivia, Paulo por certo enfrentava pelo menos três dificuldades, que são: falta de dinheiro, falta de saúde e falta de tempo. No entanto, a exemplo de Cristo, o apóstolo deixa claro, a forma que o cristão deve reagir diante de situações semelhantes, pois ele afirma: “E bem sei que...”(v.29), ou seja, ele demonstra que embora à sua volta, praticamente lhe faltava tudo, porém,] a certeza e a convicção não lhe faltava, para crer que o Senhor o faria triunfar.
Paulo deixa o exemplo ficar claro, pois ele aponta para a qualidade de sua convicção interna, que segundo o texto, não poderia ser abalada por questões externas, ou seja, sua fé e convicção interna, não dependiam de situações à sua volta. Mesmo porque na mesma epístola, no capítulo 14 e versículo 17 ele deixa claro que o Reino de Deus depende única e exclusivamente do Espírito Santo de Deus e não de questões e necessidades básicas da vida, que são representados no texto por “comida e bebida”.
Seguindo o texto, Paulo afirma: “... indo ter convosco...”, após ele afirmar que circunstâncias dessa vida não poderiam comprometer sua convicção interna, ele segue expressando acerca de sua certeza de que ele iria cumprir o desejo de seu coração em visitar aqueles irmãos. Além disso, o apóstolo está afirmando também acerca de seu ministério, pois para estar entre aqueles irmãos, ele deveria viajar, e as viagens caracterizam de forma direta o ministério apostólico, que se fundamenta em implantar igrejas em lugares ainda não alcançados pelo evangelho, independentemente da distância e das condições, portanto, quando Paulo diz que iria “ter com eles”, ele estava dizendo que continuaria a cumprir seu ministério.
Após nos servir de exemplo no que diz respeito ao nosso comportamento ministerial diante das dificuldades, Paulo ainda nos dá outra lição importante, quando ele diz: “...chegarei...”, o que nos traz lições importantes, pois com todas as dificuldades que estava enfrentando, o apóstolo não perdeu o alvo e nem mesmo a certeza de que o atingiria. Fica então aqui uma lição muito importante, pois há muitos que somente vão, mas nunca chegam, são pessoas que ainda não desenvolveram uma convicção interna de que, embora muitas sejam as oposições, Deus está presente e é poderoso para fazê-lo chegar ao fim e atingir seu alvo.
É importante nesse momento você meu(a) irmão(a) declarar onde quer chegar e ainda a exemplo de Paulo dizer que, independentemente das circunstâncias chegará ao seu objetivo final.
Finalmente Paulo apresenta como ele estaria quando chegasse a Roma: “... na plenitude da bênção de Cristo”. O apóstolo não somente tinha a convicção viva em seu coração, mas também a certeza de que seu ministério não iria parar, e que alcançaria seu objetivo, mas também a certeza de que quando estivesse com aqueles irmãos com quem muito desejava estar, estaria com a plenitude da bênção de Cristo.
Plenitude significa completar a tarefa de encher, com isso se entende que Paulo estava comunicando àqueles irmãos que embora estivesse enfrentando muitas dificuldades e oposições de várias naturezas, quando chegasse a Roma, eles poderiam estar certo que eles seriam abençoados com sua presença do entre eles.
Diante dessa verdade citada acima fica claro que Paulo utilizou das adversidades para que a medida da bênção de Cristo aumentasse em sua vida, para que desta forma pudesse servir de bênção para seu próximo. E é importante destacar que isso pode durar um tempo considerável, pois nos versículos 23 e 24, Paulo afirma que naquele momento ele não tinha nenhum impedimento para estar entre aqueles irmãos, mas segundo dados históricos ainda levaram três anos para Paulo conseguir ir a Roma, ou seja, “o agora” durou cerca de três anos, o que não foi capaz de destruir a fé e nem impedir o crescimento da medida da bênção na vida deste apóstolo.
Fica então a lição de que aqueles que desejam viver a plenitude dessa bênção, devem desenvolver uma fé interna inabalável, exercer seu ministério sem retroceder, usando as adversidades, como incentivo para avançar, como fez Jesus, também estabelecer aonde quer chegar e avançar nesse propósito, e finalmente usar as adversidades como forma de aumentar a medida da plenitude da bênção de Cristo em suas vidas.
Deve-se pedir sabedoria a Deus, para que, diante das adversidades, ao invés de se fracassar na fé, abandonar ministério, desistir dos objetivos e perder a bênção de Cristo, se possa apropriar das dificuldades e as usar para avançar no propósito de glorificar a Deus!!!
Que Deus nos envolva na plenitude da bênção existente em Seu Filho, Jesus Cristo!

Com Amor aos Perdidos
Pr. Elias Torralbo
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Representantes do Céu na Terra

Observando fria e espiritualmente o desenrolar do plano de Deus para a humanidade chega-se a conclusões que além de surpreendentes são quase inacreditáveis exceto para os espirituais.
Nessa ocasião desejo expor uma das várias descobertas em relação ao propósito de Deus em favor do homem por meio de Sua igreja, lembrando que em Jó 42.2 está a declaração que “Nenhum dos Seus propósitos podem ser frustrados”, logo se entende que o plano de Deus em relação à humanidade será concluído.
Além desta verdade existem outras que devem ser levadas em consideração, e entendo que uma das verdades mais relevantes acerca disso é o papel indispensável da igreja na execução do plano de Deus entre os homens.
Quando estudamos a Bíblia encontramos o verdadeiro propósito de Deus na edificação da igreja aqui na terra, ou seja, o corpo de Cristo – Igreja – tem uma função elevada e que deve ser cumprida.
Na formação da raça humana, Deus teve um propósito inicial de que o homem manifestasse sua imagem e semelhança entre os demais para Glória de Seu nome, no entanto com a desobediência esse propósito foi interrompido por um tempo, porém jamais frustrado. Tempos mais tarde Deus escolheu Abrão com o propósito de levantar um povo neste homem com o propósito de retomar o ideal de se manifestar por meio da coroa da criação, e isso se deu fundamentada em uma Aliança de Deus com Abrão, que “nele seriam benditas todas as famílias da Terra...”, neste homem Deus levanta Seu povo (Israel) com o propósito que o mesmo manifestasse Sua Glória entre os povos.
No desenrolar dos séculos o povo de Israel se afastou de Deus, e por esta atitude negativa de Israel para com seu Deus, cumpriu-se o que está escrito em Isaías 65.1: “Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam”. Ou seja, é anunciada a era da Igreja, tempo em que o Espírito Santo agiria por meio dos alcançados pelo sacrifício vicário de Cristo na cruz do Calvário.
Vivemos nesta época, somos a Igreja Corpo de Cristo aqui nesta terra, sendo assim devemos assumir tal papel na execução do propósito divino, para isso devemos descobrir nossa função no propósito de Deus. Qual o papel da Igreja no propósito de Deus hoje?
O desejo de Jesus é que sejamos um com Ele com o propósito de que o mundo creia que Cristo foi enviado por Deus com o propósito de resgatar o homem (João 17.21). Dentro desta palavra encontra-se a função da igreja aqui na terra que é confirmada em Atos 1.8: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.”
Fundamentado na verdade citada acima, conclui-se que a igreja do Senhor Jesus é representante legal dos céus na terra e como tal é a extensão do ministério de Jesus. Em síntese, são os servos de Deus quem concluirá o que Jesus iniciou em Seu ministério terreno, isso é demonstrado no momento em que Jesus multiplicou os pães e peixes que ao orar dando graças serviu aos discípulos que receberam a incumbência de servir toda a multidão, ou seja, Jesus iniciou, mas os discípulos terminaram, essa é a função da igreja na terra.
Como conclusão quero destacar que, embora seja árdua trata-se de uma nobre tarefa, a de representar os céus na terra, e isso só se dará por meio de uma vida cheia do Espírito Santo que á causa da igreja alcançar o cumprimento de sua função: “... ao descer sobre vós o Espírito Santo...”, eles seriam testemunhas somente após a descida do Espírito Santo, antes disso permaneceriam as mesmas pessoas de sempre.
Que o Senhor por misericórdia conserve Sua igreja cheia do Espírito Santo para que desta forma ela possa cumprir a razão de sua existência: Manifestar as grandezas de Deus na terra para glória de Deus. Amém!

Pr. Elias Torralbo
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Liderados e não Líderes de si Mesmos

Numa época em que somos parte de uma sociedade caracterizada pelas marcas da pós-modernidade, temos um grande desafio de não deixar ser levado por aquilo que nossa geração afirma ser “normal”.
Uma das características marcantes de nosso tempo é a auto-independência, onde os homens pregam ter como direito inerente a todo o ser humano, com isso a igreja é tentada a pensar e agir dessa forma em pelo menos dois aspectos: 1) Desrespeito à autoridade espiritual estabelecida por Deus, tanto na igreja quanto no governo; 2) Indiferença à autoridade do próprio Deus como líder maior da igreja.
Para entendermos isso de forma clara e plena é necessário ser abordado alguns princípios desta auto-independência do homem para com Deus e Suas autoridades constituídas aqui na terra. Biblicamente falando esse pecado, o da auto-independência, é sem dúvida o principal e a raiz de todos os demais erros que o homem pode cometer contra a santidade de Deus.
Antes da desobediência Adão e Eva no jardim do Éden viviam em total dependência de Deus, ou seja, em tudo que fossem decidir ou realizar consultavam ao Senhor e assim este casal gozavam de plena comunhão com Deus. No entanto, quando satanás por meio da serpente convenceu Eva a experimentar do fruto do conhecimento do bem e do mal que havia sido proibido pelo Senhor, foi rompido então o pacto entre a humanidade e Deus que é evidenciado na dependência da raça humana em seu criador. É importante destacar que, a serpente afirma dizendo a Eva que caso experimentasse do fruto proibido “... eles não morreriam, mas seriam iguais a Deus”, ou seja, é como se estivesse dizendo que à partir de então eles não dependeriam mais de Deus em nada, encerra-se a idéia que o pecado original na raça humana é o mesmo que Lúcifer cometeu quando ainda estava no céu: o Pecado da Rebelião (independência).
Há dois tipos de pecados inseridos na Bíblia que se faz necessário destacar aqui, que são: 1) Rebelião – não cumprir o que Deus determinou, ou fazer o que Deus determinou que não fizesse; 2) Presunção – fazer em nome de Deus o que Ele não determinou que fosse feito.
Adão e Eva caíram no primeiro erro, o da Rebelião que é caracterizado pela independência do homem para com seu criador e tem como conseqüência a perda da comunhão com o Senhor.
É necessário afirmar que a independência do homem para com Deus é o mesmo que se desertar do Senhor, ou seja, se afastar dEle julgando que se pode viver sem Sua presença e palavra, ao contrário de Pedro que depois de um tempo com o Mestre reconheceu que não há outro lugar que se possa viver dignamente a não ser ao lado do Senhor. Isso se deu quando Jesus ao ver a multidão se afastando devido Suas fortes palavras deu aos discípulos a oportunidade de se afastarem também caso quisessem, no entanto Pedro representando a si e aos demais afirmou dizendo: “... para onde iremos nós, se só Tu tens palavras de vida eterna?”
É importante ressaltar que a independência não é evidenciada apenas quando o homem decide afastar-se de Deus, porque a rebelião ocorre em outros casos também, tomo como exemplo o fato daqueles que se julgam debaixo da autoridade de Deus e na verdade isso não passa de um engano. Com isso se vê a possibilidade de uma pessoa que se julgue viver com Deus e esteja em rebelião contra o próprio Deus. Veja como isso se dá: O Senhor está executando Seu infalível plano em relação à humanidade, para tal Ele estabelece representantes de Seu Reino aqui na terra, onde conhecemos estes representantes como Autoridade Delegada, sendo que neste caso representam o próprio Deus, sendo assim, quando alguém desrespeita tal autoridade constituída por Deus está desrespeitando o próprio Senhor que estabeleceu essa autoridade, resultando assim no pecado da independência para com Deus.
Com isso entendemos que Deus expressa Sua própria autoridade por meio de autoridades constituídas por Ele, para que desta forma seja manifestada Sua Glória entre os homens, e o papel dos seres humanos é se sujeitarem ao domínio do Senhor seja por qual meio que seja, pois nosso papel é estarmos sob as ordens do nosso Criador para que assim não venhamos a cair no mesmo erro de Adão e Eva, que preferiram a independência a viver uma vida dependendo de Deus, o salmista já dizia: “Vale mais um dia em sua presença do que mil fora dela.”
Quando tratamos deste assunto olhando para nossa geração, surge uma necessidade gritante de abordarmos uma outra área em que devemos ter muito cuidado para não entrarmos no caminho da rebelião (independência), refiro-me a corrermos o risco de tomarmos o lugar que pertence somente ao Senhor, o próprio Deus afirma que não divide Sua Glória com ninguém, e o lugar que pertence a Ele não pode ser dividido e muito menos tomado por criatura alguma!
Neste caso refiro-me à liderança do Senhor em Sua Igreja, ou seja, um grande risco que os servos de Deus corre é de alguma forma, seja ela voluntária ou involuntariamente desejar exercer a liderança na igreja que pertence ao seu fundador que é o próprio Deus.
A Bíblia é bem clara em muitas citações que o Senhor permanece sendo o Líder Maior da Igreja, mesmo que isso às vezes seja algo difícil de se enxergar e aceitar, porque com o passar dos tempos e com a chegada da pós-modernidade o homem por si só vai se tornando líder de si mesmo, gerando assim uma barreira para ser liderado e isso atinge até mesmo o fato de termos um Supremo Líder.
Mas o que me conforta é saber que mesmo que não pareça o Senhor permanece no controle de toda a situação que envolve a terra e principalmente o que diz respeito a Sua Igreja. Tomo como exemplo a vida de Habacuque, que durante a escrita de seu livro até o capítulo 2 ele tira para reclamar a aparente ausência de Deus e as mudanças que isso gerou na humanidade, porém para sua surpresa no final do capítulo 2 o Senhor responde aos questionamentos de Seu profeta, afirmando que sem que percebessem chegaria um dia que Ele se manifestaria e todos reconheceriam Seu poder, esta esperança nos proporciona uma tranqüilidade quanto a isso, porque haverá um dia e este está perto em que o verdadeiro Dono da Igreja se manifestará na mesma e mostrará que mesmo que não pareça Ele permanece liderando Sua Igreja.
Estejamos prontos para este dia em que todos deverão e irão reconhecer a Liderança Suprema do Senhor sobre todas as coisa inclusive em Sua igreja, e uma das maneiras de nos mantermos preparados é desde já nos submetermos ás Autoridades Delegadas de Deus e principalmente á Sua própria Liderança!
Que Deus nos conserve Seus servos sempre prontos a servi-Lo. Amém!!!

Pr. Elias Torralbo
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A Relação entre Missões e Teologia

Achei por bem abordar sobre dois assuntos vitais para a igreja, principalmente em um tempo como o que estamos vivendo. Além disso, sou levado a escrever sobre o assunto pelo fato de que ao longo da história se criou a idéia de que Missões e Teologia não combinam, sendo assim é relevante analisarmos se há alguma relação entre ambos, caso haja, qual seria essa relação e o que a mesma pode favorecer à igreja no cumprimento de sua Missão?
Para alcançarmos nosso objetivo, é necessário em primeiro lugar dar a definição dos temas (Teologia e Missões), e assim com humildade tratarmos de um assunto tão importante para a vida da igreja.
De uma forma bem prática a palavra Teologia significa “estudo sobre Deus”, o que não significa estudar Deus, pois isso é impossível, mas a Teologia se encarrega de favorecer o estudo a partir do que a Bíblia nos informa sobre Deus. Sendo assim, a Teologia favorece em muitos aspectos aos que buscam estudá-la, principalmente no conhecimento do plano de Deus, sua execução, seus métodos, cooperando com o homem em seu propósito de agradá-Lo.
A Teologia proporciona ao homem também uma cosmovisão (visão do universo) aproximada daquilo que Deus espera da humanidade, além do que Deus está fazendo para restaurar o que o pecado corrompeu, e com isso se pode analisar Deus em cada aspecto da vida a partir de Sua Palavra. Portanto o alvo principal da Teologia é Deus a partir das Escrituras.
Após definirmos Teologia, é importante darmos uma definição de Missões, para que então haja uma compreensão dos temas que estamos estudando.
Segundo W. O. Carver, “missões é a extensa realização do propósito redentor de Deus em Cristo Jesus através de mensageiros humanos”.
Podemos ainda destacar que missões é a objetivação progressiva do propósito eterno e benevolente de Deus que se origina em Seu próprio Ser e caráter e envolve todas as eras, raças e gerações. Além disso, Missões é a efetivação histórica da salvação de Deus obtida em nome de toda a humanidade através de Cristo Jesus devido à sua encarnação, morte e ressurreição, oferecendo perdão de pecados e uma nova dinâmica de vida àqueles que acreditam nEle como Filho de Deus.
Ainda sobre Missões, podemos afirmar ser ela a realização da obra do Espírito Santo neste mundo em nome do eterno propósito de Deus e da aplicação efetiva da salvação, obtida através de Cristo Jesus nas vidas de inúmeras famílias, e isso por meio da igreja.
Com as definições acima citadas, podemos definir a Teologia da Missão da seguinte forma: “é um estudo disciplinado que lida com questões que surgem quando a igreja procura entender e cumprir os propósitos de Deus no mundo, assim como no ministério terreno de Jesus. É a maneira de se analisar e refletir sobre as maneiras e formas que os cristãos utilizam para o cumprimento da ordem imposta por Jesus (Mc 16.15). A tarefa dessa Teologia é de validar, corrigir e estabelecer as melhores formas da igreja cumprir sua missão”.
Ao longo da história se desenvolveu a idéia por alguns de que Teologia nada tem a ver com Missões, mas quando analisamos o que acima foi citado, entendemos que a seguinte frase é uma grande verdade: “Não existe Teologia sem Missão, pois não há Teologia que não seja Missionária”.
Que Deus em Cristo nos ajude a entendermos que a Teologia deve auxiliar a igreja na execução e cumprimento de sua missão na terra.

Com Amor aos Perdidos
Pr. Elias Torralbo
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Verdades e Lições na Ressurreiçõ de Lázaro

Leitura Bíblica: João 11. 1-45

Nessa oportunidade quero destacar algumas verdades cristãs dentro dessa história relatada por João, o discípulo amado!

1) Toda a história ocorre dentro de um contexto familiar – isso demonstra o interesse de Jesus pelas famílias;
2) Deus permitiu a morte entrar naquela casa, com o propósito de se manifestar através dela (4) – Deus tem o controle de todas as situações e em tudo há um propósito;
3) Mesmo com a aparente indiferença de Jesus ao problema daquela família a Bíblia demonstra o verdadeiro amor de Jesus por ela (5,6) - a aparente ausência de Jesus não significa a ausência do Seu amor;
4) Muitos visitaram Marta e Maria a fim de consolá-las (19) – uma família estruturada sempre terá bons e verdadeiros amigos;
5) Através daquela experiência vivida por aquela família muitos creram em Jesus (45) – uma família dentro da vontade de Deus sempre cumprirá o propósito de Deus para ela.
Com essas verdades citadas acima, algumas verdades adicionais ficam evidentes nessa história bíblica, vejamos algumas outras verdades dentro desse relato bíblico.
É importante iniciarmos essa parte destacando o cenário de tristeza e impossibilidades que residia dentro daquela casa, com isso surge as expectativas dessas pessoas levando em consideração o estado de morte de Lázaro e o poder de Jesus que por sua vez era muito amigo daquela família.
Partindo do princípio de que sou humano posso imaginar quais foram as expectativas de Marta e Maria quando pensavam em seu leal amigo, Jesus. Algumas dessas possíveis expectativas:
- quando Jesus receber a notícia ele imediatamente vai nos atender e nos visitar para curá-lo de sua enfermidade;
- quando souber da morte de Lázaro ele vai nos atender de imediato;
- quando Jesus entrar em Betânia ele vai correr no túmulo e ressuscitá-lo.
Essas por certo foram as expectativas daquelas mulheres, tendo em vista a necessidade das mesmas. No entanto, nada disso aconteceu, pois quando Jesus soube da doença e da morte de Lázaro, ele ainda permaneceu na mesma posição de cumprir sua missão e quando entrou em Betânia surpreendeu mais ainda, quero destacar sobre esse ponto, que acho maravilhoso!
Ao entrar em Betânia, quatro dias depois de Lázaro ter sido sepultado, Jesus ao contrário do que muitos esperavam ou fariam em Seu lugar, Ele expressa algo maravilhoso tanto em palavras quanto em atitudes, pois está claro que antes de ressuscitar o morto Ele quer ver Marta e Maria.
Por que antes de ressuscitar a Lázaro, Jesus desejou ver Marta e Maria?
1) Antes de ressuscitar quem morreu, Jesus se interessa em tratar de quem está vivo, para evitar que morra também;
2) antes de mostrar poder, Ele manifesta amor;
3) Marta e Maria eram mais importantes que o milagre que esperavam;
4) antes de fazer algo por elas, Jesus fez algo nelas;
5) Jesus demonstrou interesse pela individualidade de cada uma delas, pois sentiu falta de Maria e mandou chamá-la;
6) Por que Marta? Jesus usou exatamente essa mulher para chamar sua irmã Maria, para deixar claro duas coisas: Ele tem poder de mudar pessoas e concede novas oportunidades a quem desejar. Pois Marta é aquela que havia tentado tirar Maria sua irmã dos pés do Mestre, mas teve um encontro com Ele e em resultado a isso houve uma transformação radical em sua vida;
7) Embora Marta e Maria fossem irmãs, elas eram dotadas de personalidades distintas. Marta era mais racional (falou com Jesus no campo da teologia), Maria por sua vez era mais sentimental (chorou quando viu Jesus), e com isso fica claro que o Senhor trata com as pessoas da forma que elas são individualmente, pois com Marta Ele falou de teologia e com Maria Ele chorou;
8) Embora fossem diferentes Marta e Maria aprenderam a valorizar a mesma coisas, pois quando ambas encontraram o Mestre e tempo diferente, elas disseram a mesma frase: “... se Tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. Isso demonstra que as duas aprenderam a valorizar a presença de Jesus.
9) Quando Jesus foi realizar o milagre, Ele solicitou a presença de Marta e Maria, deixando-nos uma lição de que é Ele quem faz o milagre, mas sempre na presença e através de seus servos.
Creia meu irmão(a) que um milagre pode ocorrer em sua vida agora, no entanto cumpra a vontade do Senhor Jesus em todos os sentidos, pois fazendo assim, por certo você viverá a plenitude daquilo que Ele preparou para sua vida e de sua família!!! (João 2.5; Romanos 12.2)

Elias R. Torralbo
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Chamda e Vocação! Existe Diferença?

No cumprimento de Seu propósito, Deus sempre contou com homens e mulheres que se dispuseram a serem usados por Ele, no entanto, para isso, sempre foi necessário o critério da escolha e do chamado de Deus.
Um dos grandes privilégios do relacionamento entre Deus e o homem é sem dúvida o fato de ser chamado por Deus para a execução de um trabalho em prol do Seu Reino. Porém, existem condições para que esse ofício seja realizado de forma plena e perfeita, e além de ter a convicção da chamada, o que a recebe de Deus deve saber de fato que significa ser chamado por Deus.
Quando se fala em chamada, também se pensa em vocação, devido o fato de ambos se parecerem ao ponto até mesmo de se confundirem em seus significados, mas afinal, Chamada e Vocação, existe diferença ou não, se existe quais seriam?
Para responder essa questão passemos a analisar o significado dessas palavras, e assim poderemos iniciar uma explicação à luz da Palavra de Deus.
Vocação – Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Português, Vocação é o ato de chamar...; Tendência ou inclinação para um estado, uma profissão etc...; Apelo ao sacerdócio ou à vida religiosa...; aptidão natural; talento; um médico de vocação.
Chamada – Segundo o Dicionário bíblico Vine (CPAD, 2002), o verbo chamar pode ter várias conotações, tais como: Kaleõ – chamar alguém, convidar, convocar; fazendo referência ao convite às pessoas a participarem das bênçãos da redenção (Rm 8.30; eiskaleõ – literalmente chamar para dentro...; metakaleõ – formando meta, implicando mudança..., chamar de um lugar para outro, convocar...; proskaleõ – formado de pros, “para”,... chamada divina em confiar aos homens a pregação do Evangelho ((At 13.2; 16.10).
Com essas definições resumidas já é possível ter uma idéia acerca do assunto, podendo notar que realmente há muitas semelhanças entre os significados da palavra, e que, deixando-as assim a compreensão do tema fica limitado, ou seja, quando alguém falar de vocação dentro desta perspectiva atribuirá à chamada, bem como quando falar de chamada atribuirá à vocação.
Após analisarmos o significado das palavras é indispensável que se analise à luz da Palavra de Deus, pois é dentro dessa realidade (chamada divina) que estamos abordando o assunto.
Observe que Vocação, além de significar em parte o ato de chamar, aponta também para a realidade de tendência, inclinação e talento, sendo assim, analisando dentro da realidade de vida é possível dizer que esta palavra aponta mais para este último significado, dentro do que estamos estudando. Por exemplo, há pessoas que têm vocação para advogados, médicos, e até mesmo no campo da oratória, mas isso não significa que são chamadas por Deus.
Deve-se observar que é verdade o fato de Deus chamar pessoas vocacionadas, e que partindo da vocação serão usadas pelo Espírito de Deus para resultar em benefício para o Reino e a glória de Deus.
A Vocação é um bem que Deus concede à pessoa e que a mesma possui a inclinação para tal, podendo escolher usá-la para o fim que desejar, sendo que Deus em um tempo cobrará essa dádiva.
Ainda sobre a Vocação, a pessoa pode dar indícios já na infância, por exemplo, uma criança pode dizer que deseja ser usada por Deus na Palavra, isso é fruto, provavelmente de uma vocação, aí vai depender dos pais e de quem as cerca para trabalhar nesse sentido, para que então isso possa se tronar uma realidade.
Tendo visto que Vocação é mais uma questão de tendência, talento e inclinação, passemos a analisar à luz da Bíblia o Chamado de alguém.
Se Vocação é pender para um lado, conforme visto acima, Chamado à luz do que expomos no início desse texto é o momento em que Deus chama a pessoa para se desprender a fim de que possa cumprir aquilo que o Senhor deseja.
Explicando de forma mais detalhada, quando analisamos cada explicação que está exposta acima sobre o significado da palavra Chamar, encontramos então o fato de Deus chamar pessoas de um estado atual para um novo estado, e que isso requer da pessoa algumas atitudes, tais como: disposição, desprendimento, coragem, decisão, etc.
Podemos citar um exemplo bíblico dessa realidade, o profeta Isaías, que até o capítulo 6 de seu livro está registrado um tempo em que ele cumpria seu ofício profético, mas que precisou receber de Deus uma chamada específica. Alguns detalhes são necessários serem abordados aqui, vejamos:
- Se Isaías era chamado e vocacionado, por que precisou receber uma nova chamada?
- Por que sabendo que Isaías já profetizava, Deus ainda precisava de alguém para enviar?
- Se Deus precisava de mais profetas chamados, além de Isaías, seria desnecessário chamá-lo, se ele já estava dentro do que Deus desejava!
Além dessas, outras perguntas poderiam ser elaboradas na intenção de entendermos que, o chamado de Deus a Isaías deixa claro que até aquele momento, o profeta, embora usado por Deus, era apenas vocacionado, mas ainda não chamado, pois para que isso ocorresse, ele precisou se desprender de algumas coisas que o impediam de cumprir integralmente o propósito de Deus.
Com isso encerro esse texto dizendo que é possível, a meu ver alguém cumprir um propósito de Deus apenas como vocacionado e não chamado, pois quando Deus chama alguém é para se desprender de tudo e assim usar sua Vocação de forma plena para o Reino de Deus.
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